22 de janeiro de 2010

"If you bring forth what is within you, what you will bring forth will save you. If you do not bring forth what is within you, what you do not bring forth will destroy you."

21 de janeiro de 2010

18 de janeiro de 2010

deal


ibelieve


"Once you stop wanting something you get it"

10 de janeiro de 2010

moonboy



a boy who wishes for better things

8 de janeiro de 2010

19.12

Estava assustada, o mundo era todo novo para mim pela primeira vez. Era ainda verão, apesar do equinócio de Outono já ter entrado há pelo menos três dias e meio. Sentia que o meio dia já tinha passado, mas que o calor não se ia. Cada gotícula de água descia, num sentido infinito. Fiquei parada vinte segundos, pouco mais e o tacto com a transpiração definiam todo o meu corpo, numa loucura de evaporação que ia e vinha e ficava ali a colar na minha t-shirt, que era branca. Sorte a minha que não era preta. Fui despertada pela missão que me aguardava, um caminho enorme, com curvas e contra-curvas e mais voltas e rectas, muitos quilómetros em suma. Foi ai que senti, uma brisa quente. Ao menos serias algo melhor se fosses fresca. Mas foi assim que chegaste, uma brisa quente. O meu olho dilatou e gravou a imagem da tua pessoa para sempre no meu coração. Eu sorri discretamente para ti, o hilariante foi que viraste o teu corpo numa direcção oposta ao rasgar tímido dos meus lábios. Devo ter corado. Aí como fugi com o meu pensamento em flecha para outro sítio. Não queria ficar embaraçada logo no primeiro dia.

Fui te vendo. Aqui e ali, mas nunca mais foste uma brisa, aliás passávamos lado a lado com um esquecimento profundo da minha parte. Em dias de frio a tua brisa foi gelada.

Cheguei a uma festa e encontrei-te. Falámos e falámos e falámos, nem me lembro já do quê, faz mais de um ano. O teu carinho naquela troca de tudo o que era nosso, ficou guardado na minha caixa das recordações, impenetrável por outros. Foste meu naquela hora. Parecia que o mundo girava à nossa volta, talvez… Eu também estava embriagada. Fomos separados para a mesma festa e continuamos a fala. Confiaste em mim e disso também nunca me esqueci. Desculpa se alguma vez peguei nas palavras ditas por ti, para uma situação minha, perdoa-me. Nunca mais te vi, até ao dia a seguir. Pela mais pequena hipótese do destino, por uma janela que nunca antes tinha olhado, pela menor dimensão de janela possível, só tu apareceste. Foi tão mágico. Ainda tivemos um momento mais mágico. O momento Hollywood, chamei-lhe eu. Estava com os meus maiores confidentes, com os meus melhores amigos. Foi estonteante. Durou 3segundos reais, mas uma quantidade enorme de tempo pessoal. Sopro com ar esta cassete que fica em modo play back nos meus olhos. Assim te fui conhecendo. Um dia, outro, e outro. Foi como se houvesse um Deus, um destino pré destinado num só sentido, não havia hipótese. Acreditasse eu em Deus e isto seria verdade. Tu aparecias, cada vez mais. E no dia em que eu fiquei sozinha tu foste a minha única companhia. Foi o canto do destino, a graça de Deus, o clímax do nosso mundo, foi o que foi e aconteceu.

Esta história tem demasiadas palavras minhas, demasiado da minha poesia. Peço-te que escrevas agora, o fim. Só te peço para não usares o calão.

7 de janeiro de 2010

J.S.



posso dizer que a adoro? a música, mas também a joss.

2 de janeiro de 2010

primeira vez de doismiledez

começou uma nova década para mim e para vós. nesta última década que passou aconteceram-me muitas coisas. tantas, tantas. foram 10 anos cheios de experiência, de pessoas, de bons e maus momentos. recordo sobretudo os bons, esses ficam sempre no melhor lugar da memória. também perdi. ganhei, mas perdi. perdi uma pessoa que amava, perdi algumas amizades, perdi alguma inocência, perdi medos. ganhei conhecimento, muitas amizades, ganhei felicidade. Felicidade foi herdada ainda da década anterior. esta nova década vai ser a segunda de mil anos, vai ter toda a minha terceira década. dois mil e dez é um ano sem muitas mudanças projectadas, no entanto já tem lá qualquer coisa que o espera há algum tempo. já tem uma missão, duas, epah tantas. estou entusiasmada, mas não eufórica, nem histérica. os histerismos já se perderam na década passada. começaram os 10's. are you ready?

28 de dezembro de 2009

f

Yes, I really love you.

26 de dezembro de 2009

color of the world

Já viste como está bela a cor do mundo? Hoje está deslumbrante como nunca antes a tinha visto. Cor do mundo? Nunca vi tal coisa, nem sequer ouvi falar. Pois com certeza que não, ainda és inocente com os olhos fechados. Mas explica-me melhor o que é isso da cor do mundo? E porque é que eu com estes olhos mais abertos que arregalados não enxergo essa tal cor deslumbrante? Eu não sei se te consigo explicar o que é a cor do mundo. É difícil de arranjar as palavras certas que o expliquem. Afinal é algo que vês com os teus sentidos, não algo que vejas com o teu sentido. Acho que percebo menos agora do que antes. É-me complicado, mas sei te dizer o porque de não veres. Então? É pela mesma resposta que te dei do que é a cor do mundo. Ah, nesse caso ainda não entendi nada. Um dia irás ver e nesse dia vais perceber as minhas palavras e o meu embaraço nelas.

Hoje vi a cor do mundo. Tiveste pouca sorte no dia. Pois claro, estava escuro e malicioso, senti medo. Não o temas, é só uma cor. Mas é a fala do mundo e eu percebi o que lhe ia dentro da entranha. E quem não é coisa que tenha o seu dia menos bom? Isso é coisa bem dita, mas mesmo assim não deteve o aperto em todo o meu corpo, que se espremeu até tremer. Oh jovem com maturidade, não te arrelies com tal coisa. Amanhã será um novo dia e novo dia nova cor. Como tudo, o mundo não é diferente. Deposito fé nisso. Deixa-me acrescentar que também hoje percebi. Percebeste? Sim, entendi o porque de não ver e o porque de não conseguir a explicação do que é a cor do mundo. Assim sabia que seria. No entanto pensei e quero afirmar que a cor do mundo é como tudo o que nós… espera eu tenho a palavra... é como tudo o que nós não conseguimos explicar mas sabemos. É como a eterna incógnita de tudo o que nos faz a pergunta porque. Concordo contigo, mas pode ter uma maior explicação que essa e por isso é que por mais que tentes, a grandiosidade da cor não vai ter lugar na tua lábia nem da de ninguém, tal como tu. (...)

11 de dezembro de 2009

ida sem regresso

E se não conseguires, Se não conseguir, não terei perdido mais que os passos para lá e para cá, e as palavras que lhe disser, respondeu ela (…) Melhor louca que medrosa (…) Sim tinha medo, medo de falhar, medo de não ter palavras suficientes para convencer (...)

Caim


Eu nem te consigo olhar nos olhos. É uma sensação que me extasia o corpo, vem bem cá de dentro e que me deixa cansado. Cansa-me o pensamento e o próprio cerne do ser. Tenho medo de não ser corajoso, querias uma maior incerteza? Não há fórmulas que me ajudem, nem derivadas que tenham a solução do mais ou menos. O passo é seguro por uma corda, no instante em que ia tropeçar, cair. Antes cair e ficar certo, a ficar como fiquei. No mesmo meio de fluidez sem muito por onde crescer.

Já não há preocupações que me apoquentem, são banalizadas diariamente, no momento em que outras aparecem. Disseste-me ontem que podia ganhar um grande sim. Cada letra desta palavra ganhou tamanho consciência na minha mente que fiquei pequeno, enterrado, quase a sufocar, por isso agora morri, o ar acabou e estou morto. A minha cova é a dúvida, a terra que me cobre todo o remexido e mexido de vivencia que não aconteceu. É o impasse, por mais que estique a perna ele não me deixa ultrapassá-lo, impasse, impasse, impasse. Foi anteontem, ontem, hoje, amanhã e depois. Fica, permanece e não vai.

Este ano só pedi ao Santa um único presente de Natal e não foi a paz no mundo, porque essa muitos já pediram, pedi a paz na minha cogitação, subordinada a si.